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Segunda-feira, 30 de Março de 2009

E DEPOIS NÃO DIGAM QUE EU NÃO TENTEI!!

Costumo fazer as compras do mês no Intermarché mais perto. Normalmente a meio do mês tenho que comprar condutos, até porque o queijo lá em casa desaparece rápido. Como abriu mais uma mercearia aqui na vila, e como eu não vou às que já existiam (por falta de higiene, de simpatia, ou de paciência minha), após conversar com o marido que disse que tinha lá ido e tinha bom aspecto, na sexta feira, quando saí do trabalho, lá fui comprar fiambre e queijo!

 

A mercearia é pequena, mas tem bom aspecto, é arranjadinha. O dono já conheço, porque trabalhava numa outra mercearia, onde não gosto de ir porque são careiros e calhandreiros... até rima...

Na zona da charcutaria, com ar muito limpinho por sinal, vou encontrar uma moça que trabalhava na escola de condução cá da vila!! Conheço-a cá da terra, costumo dizer-lhe bom dia e boa tarde, e pronto. Chego e constato que a moça fala pelos cotovelos... e definitivamente não conhece o meu lado anti social!!! Sim, com quem conheço e tenho confiança falo por mil, mas assim na rua, com pessoas com quem não tenho grande lidação?? Pois... o essencial chega e não gosto nem de fazer, nem que me façam sala. A moça começou por me impingir uns queijos frescos... começou mal, porque eu detesto que me impinjam compras. Eu sabia muito bem do que precisava e o que queria! Mas pronto, facilitei, fui simpática e como até adoro queijo fresco, lá lhe disse que sim, ia levar uma caixinha de 4. Dai resultou uma enorme conversa sobre a maravilha que são aqueles queijos, que se lhe tirar a água duram muito, e se os envolver em plástico mais ainda, e que aquela marca é muito boa... STOP!!

Comigo a começar a fervilhar por dentro, tal a pressa com que falava e a lentidão com que atendia, limitei-me a dizer que conhecia muito bem a marca, a minha mãe já teve um supermercado, eu consumia muito requeijão dessa marca! Burra. Sim, eu! É que ela nunca comeu requeijão e vai daí dispara, mas é bom? A sério? É estranho... E come-se como? Eu, a fervilhar mais um bocadinho, disse-lhe que comia nas torradas, com doce, e que uma colega minha já comeu em salada. Burra duas vezes!! Ela apanha a deixa da colega e começa a dizer: a tua colega está grávida não esta? Que coragem, já tão de seguida, e parece que ainda ontem andava da primeira, e blá blá, blá blá.... calei-a com um seco "A menina dela já tem 5 anos!". Ela percebeu a minha pouca disposição para falar da vida alheia. E o que resolve fazer? Falar da minha vida: então e o teu marido? Onde é que está a trabalhar? Ai é por conta própria? Ai não sabia??  A minha vontade foi perguntar-lhe porque é que deveria saber... contive-me. Mantive o meu ar descontraído, enquanto entrava em estado de ebulição por dentro. É que neste tempo todo, em que eu tinha dito de inicio que queria 200Gr de queijo, ela foi cortando, cortando, cortando sem pesar. De repente lembra-se e "Olha, eu estou a cortar... está bem assim?"..................................................

Passou ao fiambre, cortava e lentameeeeente, com as duas mãos, retirava cada fatia esticadinha e punha milimetricamente por cima das que estavam no papel! Depois arrisquei um "Corte mais grosso, por favor". Burra três vezes. Veio de lá "Ai sim, está bem. Eu também não gosto de fininho. Nem sei como há quem goste. Depois nem se sente nada, blá blá blá"

Aiiiiiiiii................................................. E ainda me pergunta aonde conservo os condutos em casa. Respondi que era no próprio papel. E ela, muito surpreendida, lá me diz "Ai é??? É que eu costumo dizer isso às pessoas, e nunca sabem que conserva muito mais eu bem digo... é para ajudar, porque assim fica muito melhor!". Sim, burra quatro vezes...

Quando finalmente me acaba de entregar as coisas e eu me preparava para desertar, ainda lança um "É tudo?", ao que eu educadamente respondi, no meio de um sorriso amarelo, "Sim, sim, é tudo." Não é que ainda de sai com "Nem uns bolinhos?". Primeiro pensei em dizer-lhe: amiga, vai mas é dar aulas de código.... Controlei-me, e limitei-me a dizer que: não amiga,  eu faço queques em casa!

 

Assim, o que podia ter sido uma ida rápida à mercearia nova, tornou-se numa seca descomunal, e numa grave ameaça à minha vontade de voltar a ir lá!

 

As saudades que eu senti da mocinha ucraniana que normalmente me atende no Intermarché:

"Bô tárde"

"Boa tarde, são 200gr de fiambre da Nobre, de paio York e mortadela... sem azeitonas, por favor"

"Brigada. Bô tárde"

"Obrigada, boa tarde"

Tão mais simples, não??

 

 

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publicado por Antes assim... às 14:16

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