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Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008

O "C"

O C era o meu cão. O cão mais lindo, mais fofo, mais inteligente e meigo que algum dia conheci. Era um Grand Bouvier Suisse lindo... de grande porte... grande demais para o perfil da raça e para a idade!!

 

Tinha o pêlo curto, preto, ponta do rabo branca, focinho e patas com branco e castanho mel... e muito, muito gorducho (o peso dele andaria à roda dos 60kg... ou mais). Até ao momento da sua partida achou sempre que era bebé, por isso o que mais adorava era colinho, mesmo que apenas ficássemos com a cabeça e patas dianteiras ao nosso colo... o resto não cabia!! Adorava rebolar com o meu pai no chão e brincar "às brigas". Não gostava de ficar na corrente gigante que tínhamos, mas era a única forma de durante o dia poder estar em casa e na rua ao mesmo tempo. Na hora de o soltar para vir connosco para casa era a loucura total!! Comia que nem um doido, adorava tudo, iogurtes e fruta inclusive... e bolachas maria... e nós, mesmo não devendo, às vezes não resistíamos!! O C comportava-se lindamente dentro de casa, pedia para ir à rua, sabia ir sozinho, se bem que a maioria das vezes aproveitava para tentar escapar à vinda para casa e correr para onde não devia... Passeá-lo à trela começou por ser engraçado (pouco tempo), complicado, difícil e acabou por ser impossível! A minha mãe ainda foi arrastada por ele duas vezes e esfolou-se toda.... Aos outros causava respeito e medo, pelo tamanho e pelo tom alto com que ladrava. Mas assim que alguém tinha coragem de se aproximar dele era vê-lo a deitar-se de patas para o ar (nem rebolava, porque estava gordíssimo) à espera de festas naquela barriga branquinha!! O banho era uma aventura, e claro que tomava ele e nós.... Era gigante, mas tinha medo do cãozito minúsculo da vizinha, que até o mordia, imagine-se (o outro pensa que é o rei do bairro), mas quando via cães grandes desatava a correr atrás deles que nem um doido. Deixava que os gatos e os passarinhos comessem e bebessem das suas taças, mas se nós aparecíamos ele ladrava-lhes para nos mostrar como era mauzão!!! Tão tontinho!! Era um friorento, que no Inverno tinha o privilégio de dormir na sala em frente à lareira!! Quando estava doentinho (sofria de um problema nos ossos que piorava com o frio) lá ficava tapadinho com a manta, a exigir comidinha à boca!!

 

O C foi lá para casa com dois anos. A minha prima não tinha condições para o manter em Lisboa, e eu já o conhecia, os meus pais tinham passado uns dias de férias com ele, não resistiram ao meu pedido! Não é fácil tratar de um animal, principalmente deste tamanho!! O C era tratado como o 5º membro da família, apesar de não ser fácil levá-lo à rua à meia noite nas noites de Inverno....

 

Quando casei o marido não deixou trazê-lo... acabou por lá meter outro cão, mas isso fica para outro post... o assunto ainda deu brigas e choros. Não veio, ficou com os meus pais e o meu mano, também já estava habituado ao cantinho dele, e era a companhia da minha mãe nas noitadas dela a fazer os tapetes de arraiolos, deitadinho aos seus pés, bem em cima do tapete!! Estava eu grávida de cerca de 6 meses quando o C faleceu. Chorei muito, choro quando me lembro dele, choro quando veja as fotografias, choro agora, e acho que chorarei sempre por aquele olhar meigo e doce! O meu pipoca não teve a oportunidade de o conhecer, e isso também me deixou triste... no baptizado um primo comprou-lhe um peluche com o tamanho real do C, embora castanho e branco, até a posição é igual à do C quando se deitava. O pipoca adora-o... e iria adorar o C, tenho a certeza!!

 

Quem adora animais decerto compreende o amor que todos tínhamos pelo C. Talvez por ser um amor tão grande é que praticamente lá em casa nenhum de nós fala muito dele... ainda dói a saudade. Mas quando falamos, a todos brilham os olhos de emoção!

 

Será para sempre o nosso C!!

 

 

sinto-me: Com eternas saudades!
publicado por Antes assim... às 11:21

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8 comentários:
De eueosmeus a 31 de Outubro de 2008 às 12:16
Eu tenho um Golden Retrivier . É lindo. É meigo. É o máximo. É uma grande amigo do Ruca e vai ser da Rita. Não imagino que um dia o vá perder.

Nem quero imaginar essa dor...
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Eu tenho um Golden Retrivier . É lindo. É meigo. É o máximo. É uma grande amigo do Ruca e vai ser da Rita. Não imagino que um dia o vá perder. <BR><BR>Nem quero imaginar essa dor... <BR><BR class=incorrect name="incorrect" <a>Bjs</A> <BR>
De Antes assim... a 31 de Outubro de 2008 às 14:00
Não imagines, aproveita-o muito enquanto está convosco, isso sim vale a pena!!! Eles são uns grandes amigos!

Beijinho
De maebabada a 31 de Outubro de 2008 às 13:32
sei bem o desgosto de perder o animal de estimação. Eu tinha um gato persa, lindo de morrer, com um feitio adoravel, muito mimocas que se foi também...chorei muittto , muitto mesmo, e o G. tambem não o conheceu :o(
De Antes assim... a 31 de Outubro de 2008 às 13:59
Também tive um gato persa, o Mitó ! E durante anos não quisemos animais porque perdemos o Tomás, a Chica, o Mitó e logo a seguir a filha dele, a Preta Catarina e a Rita, tudo gatinhos... a juntar a alguns cães de caça do meu pai, que apesar de estarem no canil, eram uns queridos... mas depois veio o C!! Agora sé há pássaros , galinhas e coelhos...
De me a 31 de Outubro de 2008 às 15:14
Os animais têm efeito na nossa vida! Entram de mansinho e dão-nos tanto, mas tanto carinho unicamente em troca de mais um miminho! Pena que a vida deles seja sempre muito inferior à nossa! :(
Beijinho
De Antes assim... a 31 de Outubro de 2008 às 15:18
É isso mesmo... e por mais que disso tenhamos noção, custa sempre muito!
Beijinho
De JohnnyMary a 3 de Novembro de 2008 às 17:27
Quando estava grávida do João, também tinha dois cães "de bolso" que estavam no apartamento da minha mãe, eram de raça indefinida, eram filhos de um pincher puro e de uma pincher "aldrabada". A Kiki era mais parecida com pincher, pequenita, pêlo curto e côr de avelã, orelhas descomunais e muito refilona, o irmão da mesma ninhada, Faruk, foi buscar os genes a um antepassado longínquo e saiu também pequeno mas todo peludo, um pêlo liso, de cor chocolate e branco no focinho, nas patas e no fim da cauda, comprido a cobrir-lhe os olhos e muito sedoso, parecia pêlo de gato! Era lindo, tão lindo que o técnico de tosquia dizia sempre que ele era dos cães mais lindos que ele tosquiava! Estiveram connosco mais de 15 anos, para mim eram quase como irmãos, tb morreram sem que o Johnny tivesse a oportunidade de os conhecer, ainda hoje choro a partida deles!

Beijocas
De Antes assim... a 4 de Novembro de 2008 às 09:19
Quando era pequena sonhava ter um cãozinho de bolso...saiu-me um gigante... mas um gigante amoroso!! São para sempre especiais!!

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